Bernard Zinck

Biografia

Bernard Zinck, violinista francês, assumiu em 2003 a posição de Professor Associado de violino e música de câmara, bem como a de diretor da área de cordas na Universidade de Wisconsin-Milwaukee (EUA) e na Merit School of Music (Chicago). Professor Dr. Zinck também faz parte do corpo docente do Instituto de Verão Köln em Montepulciano (Itália), da Academia Lírica Internacional de Roma e da Ópera Festival in Tuscia (Itália), e do Festival de Música de Câmara Swannanoa. Ele é frequentemente convidado para ministrar masterclasses em universidades e conservatórios em várias partes do mundo.

Bernard Zinck iniciou seus estudos musicais aos seis anos de idade no Conservatório Nacional Regional em Tours (França), sua cidade natal. Aos 15 anos, ingessou no Conservatório de Paris e após três anos recebeu o primeiro prêmio em violino e música de câmara, tendo como professores Gérard Poulet, Geneviève Joy-Dutilleux, Tibor Varga, e Maya Glezarova . Foi admitido na Escola de Música Julliard, em Nova York, como bolsista da Fulbright em 1987. Após quatro anos concluiu o bacharelado e o mestrado em violino sob a orientação de Joseph Fuchs. Em 2006, concluiu o doutorado em música na Universidade Temple na Filadélfia, apresentando a tese sobre Chavalier de Saint-George, violinista e músico marcante do iluminismo francês no século XVIII, cujas composições foram pesquisadas e executadas por Bernard Zinck. Ele foi convidado para participar como palestrante da primeira conferência internacional sobre Saint-George na cidade de Guadeloupe em 2010.

Bernard Zinck iniciou sua carreira de concertista em 1992 ao vencer o prestigiado concurso Yehudi Menuhim em Paris. Suas gravações, A Obra Completa de Szymanowski`s para Violino e Piano, Live from France e Uncommon Voices, o colocam como grande intérprete da música impressionista e contemporânea. Seu repertório abrange de Corelli a Coleridge-Taylor Perkinson, incluindo os compositores nacionalistas europeus do início do século vinte. Seu talento e capacidade interpretativa o tem levado a se apresentar na Europa, Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Coréia do Sul e Japão. Recentemente, tem se apresentado no Théâtre du Châtelet et Athénée Théâtre Louis Jouvet em Paris, no Théâtre Impérial em Compiègne, Les Flâneries de Reims, Radio-France Montpellier e Rencontres Musicales de Calenzana (França); Brighton Arts (Inglaterra); Salzburg Mozarteum (Áustria); Franz Liszt Academy em Budapeste (Hungria); Szymanowski Festival em Zakopane (Polônia); Basilica San Clemente em Roma e na Igreja Orsanmichele em Florença (Itália); Montreal Concordia University (Canada); na National Gallery e na Phillips Collection em Washington DC (EUA); no Bowdoin International Music Festival; e na Santa Fe Concert Association. Entre as orquestras com as quais já se apresentou inclui a New Mexico Symphony, a Princeton Chamber Players, a Orquesta Sinfônica de Chihuahua (México), Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orqeustra Unisinos, Orquestra de Caxias do Sul e a Orquestra Camargo Guarnieri no Brasil, a Hungarian National Philharmonic, a Bohemia Symphony, a Radio-Television Orchestra of Romania, a New Opera Di Roma Orchestra e a Orchestre National de la Garde Républicaine em Paris.

Residente em Chicago, Bernard Zinck tem se apresentado em inúmeras séries de concertos: Dame Myra Hess no Centro Cultural, Rush Hour na St. James Cathedral, St. James Cathedral Concerts, Cube, na Alliance Française, e juntamente com membros da Chicago Chamber Musicians na WFMT “Live from Studio One”.

Seu continuo engajamento com a música o tem levado a participar de concertos, especialmente com organistas e bailarinos, executando um novo repertório de compositores mexicanos e brasileiros do século vinte. Seu notável talento tem recebido elogios tais como “impecável afinação” e “formidável técnica”. A revista Strad Magazine observou sua “ sonoridade opulenta e arredondada” e que seu “vibrato traz momentos de completo êxtase”, enquanto a Fanfare Magazine o elogiou pela “qualidade sensual, suntuosa, cantante e brilhante” de sua execução, à qual o jornal francês Figaro acrescentou a expressão “violino solar”.

Desde 2002, Bernard Zinck toca num violino Giovanni Battista Rogeri, datado 1690- uma aquisição possibilitada pelo apoio da família Bass.